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Tiago Pires

Tiago Pires

sábado, 19 novembro 2011 16:39

Steve Jobs: ligar os pontos

É estranho dizer-se de um homem que morre aos 56 anos que tenha tido três vidas. Mas é isso que apetece dizer quando se escuta o inspirador discurso que Steve Jobs fez em 2005, na entrega de diplomas da universidade de Stanford, e que hoje podemos perceber claramente como uma espécie de testamento. Jobs conta, então, três histórias, que correspondem a momentos-chave do seu percurso. A primeira descreve os seus difíceis começos e ele chama-lhe “ligar os pontos”.

segunda, 17 outubro 2011 20:03

Padre Luís Archer S.J (1926 – 2011)

O diálogo entre a ciência e a fé é apaixonante. É verdade que muitas vezes se torna difícil e pleno de perplexidades, mas revela-se fecundo, sobretudo quando estamos perante espíritos livres e abertos, disponíveis para usar a razão como chave para aprofundar as descobertas do espírito.

segunda, 26 setembro 2011 18:19

Religião na responsabilidade

A caminho dos 93 anos, é um dos últimos sobreviventes daquela plêiade de gigantes políticos europeus que reconstruíram a Europa, souberam lidar com a Guerra Fria, contribuíram, sem tibieza, para o desanuviamento mundial, estabeleceram as bases da União Europeia. Quando a política não era mera Realpolitik, pois ainda se apoiava em saber e se movia por ideais. Foi ministro da Defesa, da Economia e das Finanças, chanceler federal. A sua influência continua hoje forte através do seu semanário DIE ZEIT. Falo de Helmut Schmidt.

segunda, 22 agosto 2011 22:01

Precisamos é de bicicletas

Muitas vezes parecemos estar à espera de um qualquer sinal espetacular para tomar uma decisão de vida sempre adiada. E queixamo-nos de falta de meios para, então sim, levar a cabo aquela transformação necessária ou aquela viragem desejada ou, mais adiante ainda, aquela concretização que indefinidamente protelamos. Contudo, as verdadeiras transformações inventam os meios próprios para se expressarem, e estes, regra geral, começam por ser espantosamente modestos.

segunda, 25 julho 2011 01:40

A morte e a vida

A morte surpreende-nos sempre. Surpreende-nos pelo inesperado, porque irrompe totalmente fora do nosso controlo. Muito mais ainda quando, pelos nossos cálculos, aparece cedo demais, na força da idade, como dizemos. E surpreende-nos pelo que traz: o vazio súbito, feito da ausência irremediável do que dávamos por adquirido. Agora desaparece aquilo que implicitamente considerávamos garantido, ao ponto de nem nos ocorrer sequer que pudesse ser de outra maneira.

quarta, 09 março 2011 00:27

O pessimismo é mais fácil

A tradição ocidental não deixa margens para dúvidas na ligação que faz entre sabedoria e pessimismo. Bastaria um daqueles inesquecíveis retratos de Rembrandt para nos dizer tudo: sábio é aquele que se senta na penumbra, olhando com ponderada distância para as ilusões de transparência que a luz e a existência acendem.

Desqualificar o exercício da actividade política e dizer mal dos políticos em geral, de todos, sem distinções, considerando-os, apriori, só porque estão na política, suspeitos de todas as más motivações e de todo o tipo de práticas desonestas, tornou-se um discurso banal. Ao nível da conversa de rua, atinge facilmente os níveis do desprezo e do insulto. Mas mesmo os media alimentam a mentalidade, sobretudo pelo sublinhar obsessivo das falhas e o silêncio sobre os aspectos mais dignos e sacrificados da actividade política.

domingo, 16 janeiro 2011 22:47

Que Islão?

Saber se o Islão representa hoje um perigo, ou mesmo o maior perigo, para o Ocidente e para o Cristianismo, é questão que tem suscitado respostas díspares. Há quem diga claramente que sim. Ao perigo “vermelho” (a cor do comunismo) seguir-se-ia o perigo “verde” (a cor do Islão).

domingo, 02 janeiro 2011 14:17

O Presépio somos nós


É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo

terça, 30 novembro 2010 22:00

Advento: tudo ao contrário

As propostas que o Advento nos faz vão ao contrário da nossa habitual maneira de pensar, da lógica aparentemente inquestionável com que procuramos reger a nossa vida quotidiana. Este tempo pede-nos para nos concentrarmos intencionalmente na espera, sem pressa, quando para nós esperar é perder tempo e só esperamos quando não temos alternativa.

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