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sexta, 20 maio 2016 20:27

80% dos voluntários dos BVA demitiram-se esta semana

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A situação operacional dos Bombeiros Voluntários de Alcanede “é preocupante, não sendo possível a continuação da realização das atividades de socorro, e outras, apenas com o efetivo profissional”. A afirmação foi feita ao Portal de Alcanede por fonte ligada aos BVA.



“No curto espaço de uma semana, as atividades do corpo de bombeiros ficam resumidas ao transporte de doentes para consultas e à ambulância de emergência durante o período diurno. Já na componente voluntária, não há possibilidade de assegurar uma escala de serviço”.

O Portal de Alcanede apurou que os Subchefes (o CBV Alcanede não tem chefes no quadro Ativo do corpo de bombeiros) apresentaram a demissão no passado dia 18 de maio. Acompanharam esta decisão todos os bombeiros de 1ª, de 2ª e a generalidade dos bombeiros de 3ª pelo que, dos 30 bombeiros em atividade voluntária que pertencem ao quadro ativo e não se encontram na situação de inatividade ou licença, sobram meia dúzia, dos quais dois são da recruta de 2014, um da recruta de 2015 e dois da recruta de 2016.

As justificações apresentadas para as demissões em massa dão conta da insatisfação generalizada com a atual situação diretiva da associação, onde existem apoiantes de ambas as listas que concorreram aos órgãos sociais da Associação Humanitária dos BVA, agora em litígio.

O “braço de ferro” começou com o pedido de impugnação das eleições realizadas no passado dia 13 de março, apresentado pela Lista B liderada por Ana Ferreira ao Tribunal de Santarém. A decisão desfavorável empurrou o processo para recurso no Tribunal da Relação de Évora. 

O efeito das demissões tem início já no dia 1 de Junho de 2016, ficando “desde já comprometida a participação do CBV Alcanede no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios (DECIF 2016) da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

O Portal de Alcanede apurou também que alguns dos Bombeiros, agora demissionários, estão dispostos a regressar à atividade desde que o impasse diretivo seja resolvido, “independentemente do tempo que o processo judicial se arraste no Tribunal da Relação de Évora”.

(Notícia Realacionada)


Lido 11318 vezes Modificado em sexta, 20 maio 2016 20:58

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