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segunda, 27 junho 2016 22:03

1º Passeio de clássicas “Moto Palheiro” animou festejos em Mata do Rei

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O roncar da V5 do Arlindo Branco e a motorizada do Jorge Rosa foram as primeiras a chegar ao Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Mata do Rei onde já estava a “Troika à Portuguesa” com as suas concertinas para animar a malta, “não viemos para lixar ninguém não temos nada a ver com os outros” advertiu com boa disposição o José Júlio acompanhado por Rafael Gomes (Rafa) e o Nelson Martins.




O calor estava abrasador e o pessoal do bar ia carregando umas “minis” no frigorífico para quem quisesse refrescar a goela, “aqui ninguém passa sede”, asseguravam Ricardo Sousa e Henrique Martins de serviço ao bar.

No piso superior da coletividade andava tudo em azáfama para que os motociclistas saciassem a fome à chegada, disso se encarregou Ana Cristina Nogueira que com a sua dedicada equipa zelaram pela hora do almoço, “caldo verde, carne à portuguesa, pudim caseiro e salada de fruta” constava da ementa.

Quase a bater as 14 horas começaram a chegar, em grupo, os 33 motociclistas que participaram no passado domingo, dia 26 de junho, no 1º Passeio de Clássicas, “Moto Palheiro”. A iniciativa integrou o cartaz das festas em honra de São João Batista e Nossa Senhora da Luz em Mata do Rei.

“O espirito é sempre de camaradagem, gostamos disto também para ver algumas máquinas antigas restauradas”, disse ao Portal de Alcanede Gonçalo Santos dono de uma “Fundador” casal 6 de 1981 e um dos pioneiros do passeio “As Mal Tratadas”, de Vale do Carro que já leva 5 anos de existência.

O passeio levou os amantes das duas rodas em direção à Benedita, São Martinho do Porto e Nazaré. A Casal “Confersil” de duas mudanças de Carla Ferreira nunca se negou, “é um motão, nunca fiquei a pé”. O mesmo não puderam dizer três motociclistas que tiveram que procurar assistência porque as “velhinhas” aqueceram pelo caminho.

A XF 17 de fabrico “Zündapp” de Carlos Gonçalo também se aventurou na ida à praia e cumpriu, “ agora para o fim já vinha a falhar mas acabou por correr tudo bem”.

Há mais de 40 anos arrecadada, a “Famel Foguete” de 1958 de Paulo Vicente vai somando prémios em alguns encontros de motorizadas “ isto foi um grande restauro, foi o meu avô que a comprou nova, é uma moto de família e mereceu o restauro pelo sentimento que tenho”, disse orgulhoso, o proprietário da Famel que arrecadou em Mata do Rei o Prémio da “Mais Antiga”.

O prémio relativo ao melhor restauro foi atribuído a António Piedade, que em nome da sua paixão pelas motorizadas e das recordações que lhe trazem de infância mandou restaurar duas máquinas antigas. Ao passeio levou a sua V4 que sobressaiu pelo requinte e material de fabrico “não ficou barato mas valeu a pena, tentei manter tudo o que foi possível de origem, porque assim é que tem o seu valor”, referiu.

“Penso que o balanço foi muito positivo, as pessoas ficaram satisfeitas com a volta e não aconteceram percalços de maior” sublinhou Mário da Silva, o juiz da festa de Mata do Rei mostrando confiança de que a iniciativa tem condições para criar raízes.

“Vamos tentar sensibilizar as pessoas da aldeia para fazerem parte das comissões, sobretudo a gente mais nova que está cada vez mais a sair para fora, podem trazer um novo folego”, acredita Belina Filipe preocupada com a desertificação da aldeia e que não poupou esforços para ajudar o marido na organização dos festejos em conjunto com a juíza, Natalina Silva.

Tudo indica que o futuro juiz das festas de Mata do Rei se chame Rodrigo Pereira, “não está a morar na aldeia mas creio que vai ser possível motivá-lo”.

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Lido 2137 vezes Modificado em terça, 28 junho 2016 13:25

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