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Momento histórico assinala aniversário da S.F. Alcanedense

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A Sociedade Filarmónica Alcanedense (SFA) viveu no passado fim-de-semana um momento que ficará para a história da centenária instituição. A comemoração do 114º aniversário teve um pouco de tudo: concertos, homenagens, agradecimentos, convívio, emoção e a inauguração da nova sede da Banda de Alcanede.

O dia 6 de maio de 2012 marca assim uma nova etapa na vida da SFA, que a partir de agora vai utilizar as antigas instalações da escola primária de Alcanede. Uma possibilidade que se abriu ao abrigo de um protocolo de cedência, assinado entre a Câmara Municipal de Santarém e a Filarmónica, e que tem um prazo de dez anos, renováveis automaticamente por iguais períodos.
 

José Antunes: “Temos finalmente um local com condições (…) ”
 

Durante o seu discurso, o presidente da Sociedade Filarmónica Alcanedense, mostrou-se orgulhoso pelo momento que a instituição atravessa, “A banda atingiu um nível que deixa orgulhoso, qualquer um que com ela se identifique”, deixando um recado aos programadores culturais, para que coloquem “as bandas filarmónicas no mesmo patamar de outros fornecedores de cultura, certamente, iriam conseguir bons espetáculos”, com preços quase “simbólicos”, quando comparados “com os custos de algumas produções”.

José Antunes salientou o momento especial da instituição em dia de inauguração, “temos finalmente um local com condições razoáveis para a prática musical, onde existirão condições para dar aulas individualizadas ou em grupo, a banda terá espaço suficiente para ensaiar”, além de uma sala de convívio. Motivos suficientes para agradecer à Câmara Municipal a cedência do espaço “que espero, possamos chamar de nosso por muitos anos”.
 

Obras de reconversão do novo espaço custaram cerca de trinta mil euros
 

Tornar o sonho realidade também custou dinheiro e muito trabalho. O presidente da SFA aproveitou a presença dos convidados e da população, para “salientar a generosidade de todos os que contribuíram para a realização desta obra”. No total, as obras que foram necessárias efetuar para adaptação do espaço às necessidades da banda, rondaram os trinta mil euros. Desse valor, a SFA irá suportar sete mil euros, já que outros sete mil em material foi totalmente oferecido, assim como “as cerca de 2000 mil horas de mão-de-obra realizada em regime de voluntariado”.

Para o final do seu discurso, José Antunes reservou um agradecimento especial ao alcanedense Alfredo Nobre, “uma pessoa que desde o dia 4 de fevereiro liderou o andamento da obra coordenando tudo e todos de forma exemplar”, ao mesmo tempo que, “ofereceu o seu trabalho, equipamentos de forma gratuita e desinteressada”.
 

Moita Flores: “Fiquei até comovido com a obra aqui realizada por toda esta gente (…)”
 

Francisco Moita Flores marcou presença nesta cerimónia do 114º aniversário da Sociedade Filarmónica Alcanedense. Em declarações ao Portal Alcanede, o autarca referiu que, “devido à reformulação de todo o parque escolar”, nomeadamente com a construção do Centro Escolar de Alcanede, a câmara “tem vindo a libertar escolas que deixaram de estar em funcionamento, devolvendo às populações e às suas associações estes espaços”.
O presidente da autarquia mostrou-se muito agradado com o exemplo dado pela SFA, “sinceramente fiquei até comovido com a obra aqui realizada por toda esta gente, que revela toda a sua paixão pela música e pela sua terra. Esta é uma obra muito inteligente e bem-feita”.
 

Manuel Joaquim Vieira: “A obra só poderia ficar com o brilho que tem”
 

Numa data importante para a Banda de Alcanede, o presidente da Junta de Freguesia salientou o papel da autarquia local, “como intermediária neste processo dos protocolos de cedência das escolas às associações”. Manuel Joaquim Vieira não se mostrou totalmente surpreendido pela obra realizada na escola primária de Alcanede, já que “acompanhei de perto os trabalhos, e sabendo quem a fez, músicos e direção, alguns dos quais com muitos conhecimentos na área da construção, a obra só poderia ficar com o brilho que tem”.

Nesta conversa com o Portal Alcanede, o presidente da Junta de Freguesia disse também que o local até agora utilizado pela banda servirá para “fazer uma extensão da nossa sede. Não temos muito espaço, não temos uma sala de reuniões, nem um espaço de arquivo nada digno”, pelo que as instalações servirão para dar melhores condições à Junta de Freguesia de Alcanede. 

Alberto Lages: “É o virar de uma nova página” 

Quem também não escondeu a sua satisfação foi o maestro da Sociedade Filarmónica Alcanedense. Alberto Lages considerou que “a principal obra deste último ano é a nova sede, porque vai representar um novo rumo para a banda. É o virar de uma nova página”. O maestro considerou que a partir de agora, os músicos vão usufruir de um espaço “digno”. Alberto Lages realçou ainda o trabalho desenvolvido por todos os elementos da SFA para que a obra seja hoje uma realidade, “o que reflete a união que se vive na nossa banda”.

O maestro disse também ao Portal Alcanede, que para ele, “a nova sede funciona como extrema motivação para continuar a dar o melhor possível à Filarmónica Alcanedense”, estando muito grato pela obra feita. 

César Martins: “Um dia que vai ficar para a história” 

Visivelmente emocionado e com um sentimento muito especial estava também o anterior presidente da SFA. César Martins recordou o trabalho realizado, “desde que soubemos que a escola ficaria vazia, devido ao funcionamento do Centro Escolar, colocámos logo mãos à obra para que fosse possível fazer da escola a sede da banda”. Um objetivo concretizado depois de muitas reuniões, muita insistência e com alguns apoios “agradeço muito o apoio da nossa Junta de Freguesia, porque teve um papel muito importante neste desfecho”.

César Martins referiu ainda estar a viver com muita alegria, “um dia que vai ficar para a história desta instituição que hoje faz 114 anos”.
 

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Lido 3823 vezes Modificado em segunda, 07 maio 2012 16:01

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