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A vida é pródiga até nas partidas de mau gosto

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Todos os dias somos inundados com notícias escabrosas que nos inquietam e que tantas vezes condenamos entre dois dedos de conversa e um café, diríamos mais. O julgamento é feito logo ali, sem hesitações sem pausas, qual guilhotina afiada pronta a decepar a primeira cabeça. Na realidade muitos desses casos são em primeira instância condenáveis ao ponto de nos deixar “cegos” de fúria.

Bom, tudo isto é emocionalmente razoável quando as notícias vem de longe, de fora da terra, mas a coisa pia mais fino quando as “malditas” surgem paredes-meias com o vizinho. Foi isso que aconteceu esta semana, a nossa pacata Vila viu-se catapultada para os principais jornais noticiosos. Um cidadão da terra foi detido, indiciado pela prática dos crimes de abuso sexual de crianças, actos sexuais com adolescentes e recurso à prostituição de menores.

O tema é naturalmente incómodo e o mais fácil seria literalmente “fugir” dele, mas não o vamos fazer, até porque a pessoa em causa era nosso colaborador pontual e, sob o ponto de vista dessa colaboração mal nos ficaria não destacar: o voluntarismo, o respeito e a dedicação com que nos brindou. Alguém que parecia ter nascido para a vida associativa, disponível para o que fosse necessário em prol da sua terra.
Mas neste “oásis”, de envolvimento social há um senão, aquele que diz respeito ao privado insondável e como a palavra indica privado, mas só até ao ponto de não interferir com a liberdade dos outros, ainda por cima quando falamos de menores.

A provarem-se as acusações que recaem sobre este homem, estamos perante crimes gravíssimos que necessitam de condenação. Mas não nos cabe julgar quem quer que seja, essa tarefa terá de ser do tribunal, que como sabemos, também erra muitas vezes, demasiadas vezes! E nunca é condenado!

No entanto, perante as evidências e salvaguardando a presumível inocência do arguido, o portal de Alcanede viu-se mesmo assim, "forçado" a retirar todos os textos e comentários da pessoa em causa, uma vez que não seria compreensível nem para nós nem para a maioria dos leitores e utilizadores do Portal a manutenção desses textos.

Uma última palavra para as famílias e os adolescentes envolvidos nestes episódios… há passados que não rezam a história, por isso só resta a alternativa de um futuro melhor e promissor que deve começar a ser construído hoje, porque de vidas destruídas estamos todos cheios.

Lido 2845 vezes Modificado em terça, 10 abril 2012 01:37