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domingo, 17 setembro 2017 18:52

ER 361 (2.ª fase). Desafio não superado

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Faz no dia 17 de setembro quatro anos que o Movimento Cívico pela Repavimentação da ER 361 Alcanede/Alcanena realizou uma iniciativa em Amiais de Cima que teve como principal objetivo lançar um desafio aos principais agentes políticos dos concelhos de Santarém e Alcanena, candidatos às eleições autárquicas 2013.




O desafio proposto sugeria que pudessem acompanhar, pressionar e envolverem-se, de forma efetiva, no processo para a beneficiação/requalificação da 2ª fase da ER 361, obra que ligará Amiais de Cima a Alcanena. Na prática, pedia-se aos futuros eleitos das diferenças forças partidárias e grupos independentes que pelas responsabilidades diretas que iriam ter na matéria que desenvolvessem “pelos canais privilegiados que dispõem”, um trabalho empenhado para esta fase da obra tomando, de certa forma, as rédeas do processo da mesma.

1Responderam a este desafio do Movimento Cívico, todas as estruturas partidárias do concelho de Santarém e Alcanena, com exceção da Junta de Freguesia de Monsanto.

Usaram da palavra nesta ação, Rui Ferreira (PSD), Idália Serrão (PS), Francisco Mendes (Mais Santarém), Aires Lopes (CDS PP), Francisco Madeira Lopes (CDU), Bruno Góis (BE) em representação das várias estruturas partidárias do concelho de Santarém, Fernanda Asseiceira (PS) e Artur Rodrigues (ICA) do lado do concelho de Alcanena.

Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, também marcou presença na iniciativa, tendo saído mais cedo, por motivos de agenda, antes do início dos discursos dos outros candidatos.

A todos os intervenientes convidados foi entregue pelos representantes do Movimento Cívico um resumo do ponto de situação da ER 361, com a última informação fornecida pela Estradas de Portugal, S.A sobre o assunto, cuja estimativa de conclusão dos 7 km da 2.ª fase da obra pelas contas do Movimento Cívico apontava para o ano de 2016.

2Não queríamos acreditar que os 7 km em falta, com uma decisão governativa já cabimentada no orçamento de 2012, estava a ser adiada novamente com a mesma lengalenga que fez com que a obra não se concretizasse há mais de 20 anos, por isso, o desafio lançado pelos porta-vozes do movimento cívico aos futuros eleitos incluía não só a conclusão da 2.ªa fase da obra como tentar encurtar também a previsão da sua conclusão.

Estamos em 2017, no mesmo período em que estávamos em 2013, no início da campanha eleitoral para as autárquicas, e fazendo uma pesquisa pela Internet vejo algumas notícias sobre o assunto na imprensa regional, nomeadamente mais relacionadas com o concelho de Alcanena, como seria de esperar, uma vez que o troço de estrada em questão se situa naquele concelho. Creio também que o chamado trabalho de retaguarda, no resguardado das luzes da ribalta, se existiu, foi pouco frutuoso porque segundo a ultima informação publica da previsão para a conclusão da obra está agora prevista para 2018 ?!...

Daqui só podemos concluir que o desafio lançado aos agentes políticos em 2013 pelo Movimento Cívico não foi superado.

3Poderiam agora os elementos do Movimento Cívico agarrar esta oportunidade e solicitar esclarecimentos a cada uma das forças politicas presentes e que aceitaram o desafio, sobre o que fizeram pela ER 361 durante estes últimos 4 anos e dessa forma voltar a retomar as rédeas do processo, mas eu, enquanto membro e porta-voz do Movimento Cívico não sou dessa opinião, nem faço tensão disso, pela simples razão que envolvi-me neste processo por uma causa que, no meu entendimento, é de todas pessoas que são servidas por esta via e não por uma hipotética competição entre os cidadãos eleitores sobre os cidadãos eleitos.

Enquanto cidadão que utiliza diariamente a ER 361, também não sou apologista de fazer qualquer julgamento de valor sobre as causas e as responsabilidades do resultado deste desafio, nem tão pouco acho que faria qualquer sentido estando nós às portas de um processo eleitoral. Não existe melhor julgamento que o decidido pelos cidadãos eleitores, os que votam e não votam, em consciência.

6Que o processo siga então os seus trâmites, porque quanto mais tempo passar sem a merecida beneficiação da via maior será o feito realizado pelo Movimento Cívico.

A não superação do desafio pelos agentes políticos é um resultado que não me surpreende, penso que também não o será para a maioria das pessoas do Movimento Cívico que mais se envolveram sobre o assunto. Quando foi lançado o desafio aos principais agentes políticos dos concelhos de Santarém e Alcanena, candidatos às eleições autárquicas 2013, para que acompanhassem, pressionassem e envolvessem, de forma efetiva no processo, sabíamos o que isso significava efetivamente pois não houve ninguém do Movimento Cívico que não o tivesse sentido na pele durante o processo da realização da 1ª fase da obra. Sabíamos também que para este caso isso provavelmente não chegaria, porque para obra da 1.ª fase foi preciso também grandes doses de carisma e de determinação e acima de tudo uma estratégia concertada de atuação.

5Fica portanto demonstrado para o futuro, para Alcanede ou qualquer outro lugar, que os movimentos cívicos ou outras organizações da sociedade civil podem alcançar objetivos de melhorias em equipamentos e infraestruturas que dão qualidade de vida as populações, assim como qualquer outro objetivo de desenvolvimento económico-social e/ou ambiental, relativamente à via usual de esperar que essa iniciativa e esse papel seja apenas uma incumbência dos agentes políticos que nos representam por via dum processo eleitoral. Devia ser assim, mas não tem que necessariamente que ser assim. No quadro legal, nestas questões, a nossa democracia até está satisfatoriamente evoluída, mas ainda são aspetos pouco exploradas pelos cidadãos.

Como lições a retirar deste processo os cidadãos ficam a saber que os atos de cidadania dão frutos, ainda que seja com muito trabalho. Já para os agentes políticos fica a lição de que a relação entre os eleitores e eleitos está a mudar de forma acelerada face à realidade num passado recente, o que inevitavelmente originará uma cultura de maior exigência à classe política.

Resta-me desejar que a conclusão da 2.ª fase da obra de ER 361 seja concluída a breve prazo.

4A todos os cidadãos, empresários e agentes políticos que apoiaram o Movimento Cívico um bem-haja, assim como, a todos os que se debateram e debatem pela beneficiação e requalificação da ER 361.

Por fim agradecer ao Portal de Alcanede, nas pessoas dos irmãos Coelho, pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver pela região de Alcanede.

Luís Ferreira

Notícia : 

Movimento Cívico pela ER 361 reuniu forças partidárias e independentes em torno da 2ª fase da obra

Vídeo Paulo Coelho: https://youtu.be/4XUJaP26GwI
Vídeo Luís Ferreira : https://www.youtube.com/watch?v=pGpMmLeBI7k



Lido 1330 vezes Modificado em domingo, 17 setembro 2017 20:22